Ao chegarmos em Lisboa, já sabíamos de antemão que só poderíamos fazer o check in no hotel depois das duas da tarde. Alugamos então um carro e fomos direto à Fátima, para que meu marido pagasse lá uma promessa que tinha feito à Nossa Senhora. Lembro-me que tudo era motivo para temer ser estrangeiro, então tratamos de alugar juntamente com o carro umas cadeirinhas para as crianças, já que por aqui é proibido que crianças andem fora delas.
A estrada me chamou a atenção não pela paisagem, nem mesmo pelo Tejo que segue o carro até bem depois de sair de Lisboa, mas por conta de uma espécie de muro feito de ferro, ou acrílico, ou sei lá o quê, colocado em vários trechos da estrada. Procurava ver as casas, as ruas próximas a rodovia e só era possível enchegar essas proteções. Bem depois soube que têm a finalidade de proteger a via dos fortes ventos laterais, mas à princípio estranhei.
Chegando em Fátima, lembrei-me do que o pediatra das crianças (que é português) tinha me dito: "Vocês vão amar Fátima. Alí é um lugar especial..." A sensação foi justo essa. O dia estava lindo, um céu azulzíssimo (se é que essa palavra existe), um calor quase brasileiro. Almoçamos bacalhau com batatas (mais português impossível, pensava eu) num restaurante que voltaríamos a visitar mais vezes. Andamos por aquela imensidão que é o espaço das Basílicas. Olhava tudo, sem saber ao certo se fotografava, se aproveitava para admirar com calma, se rezava, ou se cuidava das crianças. O Doutor estava certo. Ali era um lugar especial.
A capelinha das aparições, pequenina, dentro de uma capela maior. O local de colocar as velas, aquele fogaréu alaranjado. As pessoas de joelhos, chorando, com o terço na mão, pagando suas promessas, vivendo sua religiosidade sem escrúpulos nenhum, livres e cheias de fé. A Azinheira grande. A Basílica nova, enorme, clean, com seu altar dourado. A Basílica Velha, lindíssima, com os túmulos dos pastorinhos. Pensava em como minha mãe ia gostar de conhecer aquilo alí. Pensava em minha tia, a pouco tempo falecida. Lembrava dela no caixão, com sua camisetinha de Nossa Senhora de Fátima. Rezava por uma querida amiga, 'grávida de uma gravidez difícil'.
Foi uma mistura de sentimentos: alegria de conhecer, paz de vivenciar, tristeza de lembrar, mas consciência de que estar alí era uma bênção digna de ser agradecida eternamente...
Uau, fiquei com muita vontade de ver Fátima agora! Até porque eu sou devota de Nossa Senhora de Fátima! Parabéns, escreve deliciosamente bem!
ResponderExcluirBeijos, xuxu!
ah, fique á vontade pra visitar meu blog tb, vou adorar!
ResponderExcluirhttp://destinosmundoafora.blogspot.com (esse fala só de viagens, mais ou menos como esse seu post) rsrs
Beijoks.
Muito obrigada pela atenção! Fátima é especial,realmente. Visitei seu blog, excelente! Beijinhos, paz...
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