domingo, 19 de abril de 2009

Brasileiros em Portugal? Primeira parada: Fátima!

Ao chegarmos em Lisboa, já sabíamos de antemão que só poderíamos fazer o check in no hotel depois das duas da tarde. Alugamos então um carro e fomos direto à Fátima, para que meu marido pagasse lá uma promessa que tinha feito à Nossa Senhora. Lembro-me que tudo era motivo para temer ser estrangeiro, então tratamos de alugar juntamente com o carro umas cadeirinhas para as crianças, já que por aqui é proibido que crianças andem fora delas.




A estrada me chamou a atenção não pela paisagem, nem mesmo pelo Tejo que segue o carro até bem depois de sair de Lisboa, mas por conta de uma espécie de muro feito de ferro, ou acrílico, ou sei lá o quê, colocado em vários trechos da estrada. Procurava ver as casas, as ruas próximas a rodovia e só era possível enchegar essas proteções. Bem depois soube que têm a finalidade de proteger a via dos fortes ventos laterais, mas à princípio estranhei.


Chegando em Fátima, lembrei-me do que o pediatra das crianças (que é português) tinha me dito: "Vocês vão amar Fátima. Alí é um lugar especial..." A sensação foi justo essa. O dia estava lindo, um céu azulzíssimo (se é que essa palavra existe), um calor quase brasileiro. Almoçamos bacalhau com batatas (mais português impossível, pensava eu) num restaurante que voltaríamos a visitar mais vezes. Andamos por aquela imensidão que é o espaço das Basílicas. Olhava tudo, sem saber ao certo se fotografava, se aproveitava para admirar com calma, se rezava, ou se cuidava das crianças. O Doutor estava certo. Ali era um lugar especial.


A capelinha das aparições, pequenina, dentro de uma capela maior. O local de colocar as velas, aquele fogaréu alaranjado. As pessoas de joelhos, chorando, com o terço na mão, pagando suas promessas, vivendo sua religiosidade sem escrúpulos nenhum, livres e cheias de fé. A Azinheira grande. A Basílica nova, enorme, clean, com seu altar dourado. A Basílica Velha, lindíssima, com os túmulos dos pastorinhos. Pensava em como minha mãe ia gostar de conhecer aquilo alí. Pensava em minha tia, a pouco tempo falecida. Lembrava dela no caixão, com sua camisetinha de Nossa Senhora de Fátima. Rezava por uma querida amiga, 'grávida de uma gravidez difícil'.





Foi uma mistura de sentimentos: alegria de conhecer, paz de vivenciar, tristeza de lembrar, mas consciência de que estar alí era uma bênção digna de ser agradecida eternamente...

3 comentários:

  1. Uau, fiquei com muita vontade de ver Fátima agora! Até porque eu sou devota de Nossa Senhora de Fátima! Parabéns, escreve deliciosamente bem!

    Beijos, xuxu!

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  2. ah, fique á vontade pra visitar meu blog tb, vou adorar!

    http://destinosmundoafora.blogspot.com (esse fala só de viagens, mais ou menos como esse seu post) rsrs

    Beijoks.

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  3. Muito obrigada pela atenção! Fátima é especial,realmente. Visitei seu blog, excelente! Beijinhos, paz...

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